quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Morte

Quando perdemos alguém que amamos, é como se perdêssemos um pedaço do coração. Os batimentos cardíacos ficam mais lentos e ficamos com um certo olhar voltado ao infinito querendo entender a lógica que existe nisso tudo.
A morte é coisa esquisita mesmo. Será que quem morre vai pra outro lugar no espaço infinito, fica dormindo sei lá por quanto tempo, ou será que simplesmente acaba tudo? Buscamos  explicação na Física Quäntica, nas religiões, na razão e nada nos responde com a absoluta certeza. Seria uma brincadeira do Sr. Deus ? Pra quê tanto mistério, por quê nos deixar assim nesse vazio intolerável de uma dúvida, a qual jamais alcaçaremos a resposta a não ser que morramos também ( se é que nada se acaba)?  É muito surreal pensar na morte. Um dia estamos aqui, amanhã saímos da cena porque alguém ou alguma coisa decidiu fechar as cortinas no meio do espetáculo. Somos arrancados subitamente por uma força com a qual ninguém pode. Abrimos nossa caixa de suposições inutilmente porque a única certeza que podemos ter quando perdemos alguém que tanto amamos, é que vamos ficar por um longo e longo tempo nessa tristeza que chega a nos levar a flutuar bem próximos à loucura.

Sonia Cavalcante

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